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6 documentos necessários para amortizar o financiamento com FGTS

O sonho da casa própria nem sempre se concretiza na entrega das chaves. Para quem adquire o imóvel por meio de financiamento, há ainda uma etapa a ser vencida: a quitação do débito.

Geralmente, é uma dívida de anos, impactada por juros que elevam o preço pago pela residência. Por isso, reduzir o saldo devedor é tão importante. Uma opção a considerar é amortizar o financiamento com FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Confira por que essa escolha é vantajosa e quais são os documentos necessários para fazer o abatimento.

Por que amortizar a dívida?

Há várias formas de financiar um imóvel, mas as principais linhas de financiamento usadas no Brasil são disponibilizadas pela Caixa Econômica Federal, que oferece condições atrativas para o comprador, como prazo de até 35 anos para o pagamento das parcelas.

Se, por um lado, o prazo maior permite encaixar as parcelas no planejamento financeiro das famílias, por outro, torna o saldo a pagar mais pesado. Isso porque a taxa de juros do financiamento incide sobre o saldo devedor.

Mensalmente, o valor devido é atualizado. Se faltarem R$ 103.000,00 para quitar seu imóvel e hoje você pagar uma parcela no valor de R$ 3.000,00, o seu saldo devedor será de R$ 100.000,00. Considerando uma taxa de juros de 12% a.a., o valor devido será corrigido para R$ 101.000,00.

Perceba que o esforço a ser feito no decorrer do pagamento das parcelas é alto. Por isso, é importante reduzir ao máximo o saldo devedor. Na amortização, o comprador paga uma quantia considerável com o objetivo de diminuir o débito e, consequentemente, a incidência de juros totais.

Recorrendo ao exemplo anterior, caso você pague 3 parcelas de R$ 3.000,00 de uma só vez, o seu saldo cairia de R$ 103.000,00 para R$ 94.000,00, que, atualizado, ficaria em R$ 94.940,00.

Na primeira situação, a parcela de R$ 3.000,00 efetivamente reduziu o saldo em R$ 2.000,00. Ao passo que, no cenário seguinte, o abatimento no valor de R$ 9.000,00 abateu R$ 8.060,00.

Observe a seguir como isso faz diferença no seu bolso.

Situação 1:

  • saldo devedor = R$ 103.000,00;

  • parcela = R$ 3.000,00;

  • saldo atualizado = R$ 101.000,00;

  • percentual efetivamente abatido da dívida = 1,9%.

Situação 2:

  • saldo devedor = 103.000,00;

  • parcela = R$ 9.000,00;

  • saldo atualizado = R$ 94.940,00;

  • percentual efetivamente abatido da dívida = 7,8%.

Sempre que possível, a amortização precisa ser considerada para garantir segurança financeira e preservar ao máximo o orçamento da família. Faça as contas e veja como poupar dinheiro a fim de abater parte do saldo devido é interessante, sobretudo quando se utiliza recursos que estão perdendo valor aquisitivo para a inflação, como é o caso do FGTS.

Vale a pena tirar o dinheiro do FGTS?

Consagrado historicamente como a poupança do trabalhador, o FGTS é uma reserva constituída mês a mês ao longo de anos. Mensalmente, 8% do salário é depositado na conta do assalariado com carteira assinada.

Mas as semelhanças entre a poupança tradicional e o FGTS se encerram aí. Diferentemente dos recursos colocados na poupança tradicional, o saldo do FGTS tem um rendimento tão baixo que não se pode dizer que o beneficiário está ganhando rentabilidade com o dinheiro aplicado no fundo. Pelo contrário, na comparação com os índices de inflação, o efeito é o oposto: ele está perdendo dinheiro.

O saldo do FGTS é reajustado pela Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano. A TR é um percentual inexpressivo, próximo de zero. Embora a remuneração básica da poupança também seja baseada na TR, o rendimento adicional varia de acordo com a Taxa Selic (que determina os juros básicos da economia).

Quando a Selic for superior a 8,5%, a poupança renderá a TR mais 0,5% a.m. (equivalente a 6% a.a.). Quando a Selic estiver abaixo de 8,5%, o rendimento da poupança será TR mais 70% da Selic a.m.

Dessa forma, para que a poupança tivesse seu rendimento equivalente à remuneração do saldo do FGTS, a taxa básica de juros teria que ser inferior a 0,5%. É fácil perceber, portanto, que o dinheiro parado no FGTS vai perdendo seu valor quanto mais tempo ficar acumulado. Basta comparar com os índices de inflação.

De acordo com cálculos do Instituto Fundo Devido ao Trabalhador, para uma pessoa que tinha em julho de 1999 um saldo de R$ 10.000,00, e considerando uma taxa de juros anuais de 3%, a situação em 10/06/2017 seria:

  • saldo com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) = R$ 55.916,20;

  • saldo oficial com base na TR = R$ 23.156,05;

  • perda acumulada = R$ 32.715,15.

Requisitos para amortizar o financiamento com o FGTS

Mesmo diante da baixa remuneração do saldo do FGTS, o trabalhador não pode sacar o valor reservado para investi-lo em outro tipo de aplicação mais rentável. Por isso, vale a pena retirar ou usar o saldo do fundo sempre que for possível.

Em regra, o saldo do FGTS é retirado no caso de demissão sem justa causa. Fora isso, há poucas opções para usar o dinheiro reservado. Entre elas, a mais vantajosa é a utilização do saldo para aquisição de imóvel ou amortização do financiamento habitacional.

A Caixa Econômica Federal, gestora do FGTS, exige que o interessado tenha 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS, somando-se os períodos trabalhados, consecutivos ou não, na mesma ou em diferentes empresas.

Há restrições para quem é titular de outro financiamento ativo concedido no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional (SFH), em qualquer parte do território nacional, ou é proprietário, promitente comprador, usufrutuário, possuidor ou cessionário de outro imóvel residencial concluído ou em construção no atual município de residência ou onde exerça sua ocupação principal, nos municípios limítrofes e na região metropolitana.

Os documentos obrigatórios a serem apresentados são:

  1. RG e CPF ou CNH válida (cópia e original);

  2. comprovante de estado civil (cópia e original);

  3. Carteira de Trabalho original e cópia das páginas com a foto, qualificação civil, contrato(s) de trabalho e opção pelo FGTS;

  4. matrícula individualizada do imóvel (cópia e original);

  5. comprovante de residência atual (cópia e original);

  6. Declaração de Imposto de Renda completo inclusive com o Protocolo de Entrega e Declaração de Imposto de Renda Retificadora caso tenha feito.

Quer amortizar o financiamento com o FGTS? Entre em contato conosco e obtenha mais informações.

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